1. Pagar adiantado sem ver o resultado
Este é o erro mais comum — e o mais caro. O cliente paga 50% ou 100% do valor antes de ver qualquer coisa, e só descobre que o resultado não é o esperado depois que o dinheiro já saiu.
Como evitar: Procure profissionais que mostram o resultado antes do pagamento. Isso não é prática impossível — é um modelo que existe e protege o cliente. Se alguém insiste em pagamento total adiantado para começar, é um sinal de alerta.
2. Contratar pela interface e não pelo resultado
Muitas plataformas de "faça você mesmo" são visualmente atraentes. O criador de site parece fácil. O resultado final — depois de horas investidas — é um site lento, genérico e mal posicionado no Google.
Como evitar: Avalie o site pelo resultado que produz, não pela facilidade da ferramenta. Um site que não aparece no Google não está trabalhando por você — independente de quanto tempo você gastou construindo.
3. Não perguntar sobre SEO
Um site bonito que ninguém encontra é um site inútil. A maioria das pessoas que contratam sites não pergunta sobre SEO — e a maioria dos fornecedores que não são especializados não entrega SEO de qualidade por padrão.
Como evitar: Pergunte explicitamente: "o site vai vir com SEO configurado?" e "que práticas de SEO local estão incluídas?" Se o fornecedor não souber responder claramente, é sinal de que o SEO não está incluso.
✳ Um site sem SEO é como um negócio sem placa na fachada. Existe, funciona — mas ninguém sabe que está lá.
4. Escolher pelo preço mais baixo
O site mais barato do mercado quase sempre tem um custo oculto: é lento, usa templates comprados, tem SEO ruim, não tem suporte e precisa ser refeito em um ou dois anos. O custo total de um site ruim é muito maior que o custo de um site bom.
Como evitar: Avalie o custo-benefício, não o preço absoluto. Um site que traz 2 novos clientes por mês se paga em semanas — independente do valor investido.
5. Não verificar se o site funciona no celular
Você recebe o site, abre no computador, fica satisfeito. Semanas depois, um cliente comenta que "o site ficou estranho no telefone". Mais de 70% dos seus visitantes usam celular.
Como evitar: Antes de aprovar qualquer site, abra no celular. Navegue por todas as páginas, clique em todos os botões, teste o formulário de contato. Se qualquer coisa parecer estranha, exija correção antes de pagar.
6. Aceitar promessas vagas de prazo
"Fica pronto em 2 a 4 semanas." "Entregamos assim que possível." Essas promessas não têm valor contratual. Casos clássicos: cliente precisa do site para uma data importante, fornecedor entrega com 2 meses de atraso.
Como evitar: Exija prazo específico — data de entrega da versão para revisão e data de publicação — por escrito. E prefira fornecedores com histórico documentado de entrega no prazo.
7. Não checar quem é dono do site depois de pronto
Surpresa desagradável que acontece com frequência: o cliente paga pelo site, o fornecedor fica com o acesso ao servidor, ao domínio e ao código. Se a relação termina mal, o cliente perde o site.
Como evitar: Antes de fechar contrato, pergunte explicitamente: "o código-fonte e todos os acessos me serão entregues?" A resposta deve ser sim incondicional.
8. Contratar manutenção mensal desnecessária
Muitos fornecedores vendem planos mensais de "manutenção" por R$ 100 a R$ 500 por mês — pelos quais o cliente paga por anos sem receber nenhum serviço concreto além de "deixar o site no ar".
Como evitar: Separe os custos: hospedagem (custo real, em torno de R$ 10 a R$ 30/mês), domínio (R$ 40/ano) e manutenção (serviço esporádico, cobrado quando necessário). Não pague mensalidade por nada além de hospedagem.
9. Não testar o formulário de contato
O formulário está no site. Parece que funciona. Mas os e-mails vão para a caixa de spam, ou o servidor de e-mail do fornecedor não está configurado, ou o campo vai para um endereço que ninguém verifica. Meses de contatos perdidos.
Como evitar: Teste o formulário você mesmo antes de publicar. Mande uma mensagem de teste, verifique se chegou, verifique se chegou no endereço certo e no prazo certo.
10. Tratar o site como um projeto, não como um ativo
O site é publicado, o projeto é "encerrado", e o dono do negócio nunca mais pensa nele. Dois anos depois, o site está desatualizado, as fotos são antigas, os preços estão errados e o Google parou de indexá-lo por falta de atividade.
Como evitar: Trate o site como um vendedor. Ele precisa de atenção periódica — atualizar informações, adicionar fotos novas, publicar artigos no blog. Não precisa ser muito — uma atualização por mês já mantém o site relevante.
O melhor site não é o mais caro, o mais complexo ou o mais cheio de animações. É o que aparece quando o cliente pesquisa, convence em segundos e transforma visita em contato.